Após morte de Major Olímpio, cresce a insatisfação com Bolsonaro no Senado

Devido a morte do senador Major Olímpio (PSL-SP), na tarde de ontem (18), um movimento de insatisfação com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ganhou ainda mais força no Senado. Em reunião na manhã da quarta-feira (17), o comando do Senado consultou lideranças dos partidos sobre uma convocação, pelo Congresso Nacional, de uma reunião com as cúpulas dos Três Poderes, além de governadores e prefeitos do país. A ideia já tinha sido bem recebida pelos parlamentares e ganhou força após a notícia da morte do senador Major Olimpio, segundo informações da CNN.

Um plano nacional de contingência e uma coordenação nacional que envolva todos os Poderes, além de governadores e prefeitos, será discutido. O Senado também já colocou em curso uma busca mundial por vacinas, conduzida pela presidente da Comissão de Relações Exteriores, Kátia Abreu (PP-TO).

Há um grande incômodo por Marcelo Queiroga, novo ministro da Saúde, ainda não ter tomado posse. A cerimônia está prevista para o dia 23 de março. Além disso, as declarações de Bolsonaro na quinta-feira (18) supondo dúvidas sobre o número de mortos irritou senadores, ainda mais após a morte de Major Olimpio.

Senadores avaliam que o fato de não estar havendo sessões presenciais no Congresso tem facilitado a vida do governo, uma vez que as reuniões acabam sendo virtuais e diminuem as operações políticas: “A grande muralha de proteção ao presidente hoje é o sistema remoto. Não temos tribuna, plenário, comissões. Nas sessões temos um minuto para encaminhar o voto e três para debater”, disse o líder do PSD, Otto Alencar.

Créditos: CNN

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