A ex-secretária Livânia Farias revelou em acordo de delação premiada, no âmbito da Operação Calvário — que o atual governador João Azevedo, pediu e recebeu pessoalmente o pagamento de propinas para a cunhada e a nora, exoneradas dos quadros do Governo do Estado.

Em sua delação de Livânia Farias afirma que João Azevedo atuou junto à organização criminosa para “blindar” a nora, identificada como Iara Coelli da Nóbrega Lins, lotada na Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), como também da cunhada, Kátia Regina de Medeiros, lotada na Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema).

João Azevedo para evitar denúncias de nepotismo, solicitou que ambas fossem exoneradas dos quadros do executivo e também acertou para as parentes “desempregadas” o pagamentos de propina mensal no valor de R$ 6 mil para Iara Coelli e R$ 3,8 mil para Kátia Regina. Livânia fez questão de destacar, que os valores eram entregues pessoalmente, nas mãos do próprio João Azevedo.

Passado algum tempo, segundo a delatora, João Azevedo teria solicitado que a nora e cunhada fossem novamente empregadas. Como solução para evitar o nepotismo, Livânia Farias apresentou a João Azevedo cargos em organizações sociais, um no valor de R$ 14 mil para a nora, identificada como Iara Coelli da Nóbrega Lins, quanto a cunhada de João Azevedo, Kátia Regina de Medeiros, não apresentou detalhes.

Livânia Farias disse ainda, que além da cunhada e da nora, já na condição de candidato a governador do Estado, João Azevedo também fez tratativas no sentido de favorecer o genro, identificado apenas como Adilson, servidor efetivo da Secretaria de Defesa Social, mais precisamente do Instituto de Perícia Científica (IPC), em Campina Grande.

As negociatas ocorreram após a prisão de Daniel Gomes, no estado do Rio de Janeiro.

Só Polítika com Paraíba RádioBlog