Em material exclusivo obtido pela revista eletrônica Crusoé/Antagonista, de delação do ex-secretário do Estado da Paraíba, Ivan Burity, a vitória do Banco Bradesco para gerir a folha do Governo do Estado, a partir de novembro de 2017, teria relação com o pagamento de propina por meio de doações para campanha à reeleição do então governador Ricardo Coutinho (PSB) em 2014.

Segundo a reportagem, após ter conhecimento de que tanto o Bradesco quanto a Alpargatas, dona da Havaianas, teriam supostamente feito doações para Cássio Cunha Lima, RC teria ordenado que Ivan e a  então secretária de Administração da Paraíba, Livânia Farias, viajassem a São Paulo, para também pedir doações às duas empresas.

“A ordem, diz o delator, era “ir pra cima” e conseguir 3 ou 4 milhões de reais. Deu certo. Burity conta que o Bradesco e a Alpargatas concordaram em dar o dinheiro, oficialmente, mas as doações foram condicionadas a benefícios no governo de Coutinho. Diz ele: “Os benefícios do Bradesco estavam relacionados ao processamento e operacionalização dos créditos consignados tomados pelos servidores públicos estatais ao passo que Alpargatas tinha benefícios fiscais”. Teria funcionado.”, diz a matéria da Crusoé.

Fato relevante:

“A partir deste evento a relação com Ricardo Coutinho e seu governo se estreitou com o Bradesco de tal forma que não só os consignados foram mantidos, mas também a folha de pagamento do estado migrou do Banco do Brasil ao Bradesco, tudo intermediado pela Livânia, que era secretária de administração”, contou ele.

Só Polítika

Créditos: Revista Crusoé